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ANJO
Lindo anjo que venero
Universo do meu encanto
Chegaste como espero
Invadindo meu recanto
Maliciando meus anseios
Arrematando o coração
Refazendo os devaneios
Aniquilando a solidão.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
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KANASHII
Onde estará a resposta que os dias não me mostram? Porque sei, sei que os dias se mostram cada vez mais rápidos, cruéis e intensos. Fujo de mim tantas vezes que posso e julgo me encontrar em você, mas você não está aqui, nem sempre estará pra me fazer encontrar a mim mesmo. Insisto em saber o que ninguém sabe, o que tantas crenças me dizem de formas diferentes, mesmo com a analogia de seus deuses únicos; uns bravos, vingativos, outros calmos e benevolentes; me entorpece entender como todos sabem de tudo e suas respostas são tão diferentes entre si. Dói ainda saber o que eu já sei; sei que muito que sei é muito pouco e morrerei sem entender menos do que queria e mais do que gostaria. Cansa-me matar um leão por dia para que você me ame, para que você me aceite; para que eu me ame e para que eu me aceite; "por que que a gente é assim?".
Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Fevereiro 25, 2003
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CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS GERAIS
Coloquei bastantes fotos das cidades que citei nos post's anteriores. São cidades lindas e deterioradas pelo tempo e pelas pessoas, logo, ou o poder público faça algo ou então as visitem enquanto elas resistem...
O que mais eu faço para alguém ir comigo nestas cidades? Já esgotei meus argumentos e prantos, espero que as fotos falem por si....O meu anjo estará lá comigo um dia?...e não tô falando da Daniela Cicarelli não! Falo do anjo mesmo.....
Detalhe, das cidades que falo apenas Tiradentes e São João Del Rei estão fora da área endêmica de febre amarela; Mariana, Ouro Preto, Congonhas estão numa região de risco; logo, dá pra viajar, não tem desculpa!
Clique aqui para ver as fotos ou no link ao lado
Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Fevereiro 25, 2003
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PÉTALAS (SUMIE II)
Pétalas, mal-me-quer,
Furtivas a desejar-me sorte
Acaso, objeto da minha morte.
Pétalas, bem-me-quer,
Vagido que me entorpece,
Ventura doce se viesse.
Pétalas, se desprendem e caem,
Vaivém dos meus anseios
Avivam inertes receios.
Pétalas, findam seu jogo,
Insistem em ver-me feliz
Destino, o amor q'eu sempre quis.
Por: ANDRE MELCHIADES Segunda-feira, Fevereiro 24, 2003
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O AMOR SE FOI
Um dia você se foi e não ouvi sua voz partir contigo; ela ficou ecoando aqui em meus pesadelos mais vis. Deixou a voz e ousou levar meu sono, meu orgulho, meus deleites; deixou-me órfão de sorrisos e afagos.
Um dia você voltou. Trouxe-me os sonhos de volta, embrulhados em pedaços de corações que partiu ao longo da sua vida, mas eu não os quis; meus devaneios não os conhecia mais.
Um dia você quis outra vez voltar. Mandou-me estrelas e a lua enluarada, porém era dia e não pude ver o brilho dos meus presentes.
Uma última vez você veio. Eu não estava, havia saído a procura de mim mesmo e ainda não tinha me encontrado.
Nunca mais você voltou. Vivo na penumbra a lhe esperar, lhe espreitar e nada de você voltar. Se lhe quero e que de você preciso, todos me dizem, mas a amplidão do meu refúgio não lhe permite mais me ver.
Por: ANDRE MELCHIADES Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003
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SUMIE
Ontem a lua linda e radiante estava toda minha; acreditem, ela só saiu de casa pra me ver. Do alto ela me acenava e eu numa empáfia só, fingia que não via, não podia dar trela a algo tão belo, não era comigo e mesmo assim, ela destemida, me encarou, se pôs a minha frente. Eu não mais me fiz de orgulhoso e a olhei. Ela então se fez em uma forma angelical a minha frente. Um anjo de olhar rasgado, cala-me os pensamentos com seus beijos molhados, eterniza meu suspiro tocando-me a nuca, os dedos que invadem o peito arrepiam-me, as esmeraldas que me viam agora, ouvem blasfemar que dos céus vieram para me mostrar o quão belo o divino pode ser. Com a autoridade de um arcanjo se põe a dizer que efêmera seria a bondade divina se comparada à beleza julgada por meus olhos; a beleza que salta aos olhos é efêmera, a que vem do coração é eterna. Respiro aliviado, tornei-me cego!
Por: ANDRE MELCHIADES Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003
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ODEIO AMAR
Noite, espero quieto você
Tarde, sua presença cadê
Lua, no alto venera
Estrela, triste à espera
Sonho, apenas contido
Esperança, tenho perdido
Pranto, dói sem fim
Soluço, pedaços de mim
Música, triste ecoa
Saudade, pesa à toa
Veneno, paixão cresceu
Tragédia, amor venceu
Por: ANDRE MELCHIADES Sábado, Fevereiro 15, 2003
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OUÇA-ME
Eu sei porque lhe falo tanto. Falo porque você ouve; ouve meus pensamentos, ouve meus desejos, ouve meus medos, ouve o que eu não ouço. Perpetuo-me a falar contigo, pois você me ouve com o coração, lê minhas cartas como se as letras fossem minha voz, chora minhas dores como se suas fossem, vibra meus acertos como suas conquistas, não desdenha das minhas manias. Desejo ainda mais falar a você, embora você esteja longe ou mesmo que você esteja com sono ou quando você não pode e assim mesmo ouve. Finalmente, posso falar contigo porque minhas paranóias são normais a você, minhas vergonhas são comuns a você, minha cumplicidade encontra réplica em você, meus sonhos são análogos aos seus e o meu amor é do tamanho do seu.
Por: ANDRE MELCHIADES Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003
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O COIOTE
A quem é fã do papa-léguas saibam que eu gosto do coiote, acho q há uma sinastria entre eu e o próprio. Bom diante disto, informo que meu cachorro mordeu minha mão e só volto a escrever em + ou - 3 dias...
Por: ANDRE MELCHIADES Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003
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PARA ELA - A HORA DO PESADELO
-Empurres a porta. Venhas. Podes sentir? Não há nada demais. Não é o que pensas não, apenas é uma sombra triste, acredites em mim. Abaixa-te um pouquinho mais, eu tiro as teias de aranha. Vira-te um pouco, assim, isto, as tirei; ou quase. É não tem jeito; um punhado ainda está te encobrindo, com o tempo elas desaparecem. Tentes dar uns passos à frente, tente! Parece que dói pisar, não é? Eu sei que tu não sentes os pés no chão, dá uma sensação de pisar n¿algo fofo; é estranho, mas andes. Não! Não olhes para trás! Coloque teus olhos para frente, sei que não está vendo nada, mas não há como voltar; pior, já viestes até aqui não faz sentido voltar, vá-te! Não se deve haver desesperança e muito menos vínculos à desafetos gerados por outras dores; cada fardo terá seu peso. Claro que podes confiar em mim, é impossível fazer das tuas confidências uma arma contra ti, caminhe de olhos abertos mesmo que não vejas! Faças tua parte e o universo abrirá as portas pra ti.
Por: ANDRE MELCHIADES Sábado, Fevereiro 08, 2003
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INSÔNIA
Não tive um sonho, nem mesmo um delírio. Despenquei do alto dos meus desejos para receber você, ingrata e sórdida, madrugada. É a minha companheira fiel e traiçoeira; sempre a zombar dos meus percalços noturnos. Outro dia fingi que dormia e a vi, sorrateiramente, celebrar um acordo com os trovões para que juntos desbancassem meu falso repouso. Que ultraje; como pode ser tão vil? Não há nada não, serei sempre o notívago que terá um embate constante para lhe causar transtornos também; terei a satisfação de que meus prazeres maiores sejam a sua sombra. As maiores emoções sempre me vieram mesmo ao romper da madrugada, tola; perde tempo a me vigiar, estará apenas assistindo meus deleites. Hoje choro é verdade, amanha irei rir de você. Que tal desistir de mim? Não conto pra ninguém que você perdeu!
Por: ANDRE MELCHIADES Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003
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O CAMUNDONGO E EU
Ponho-me a ler no quintal, calmo e tranqüilo, até que o Bud (meu cachorro) vem se esconder sob minhas pernas. Eu o conheço bem, apenas faz isto quando está com muito medo, aliás, medo para ele é sempre muito. Olho então para o portão lá em baixo e vejo um minúsculo camundongo, não era um rato de esgoto nem nada assim; era um camundongo e meu cão-de-guarda estava embaixo da mesa, que moral não?. Ora, se ele não vai vou eu à caça:
- A armadilha: Preparo uma ratoeira bem pequenininha para pegar o camundongo, mas o que devo por de isca? Consultando os alfarrábios (leia-se Cartoon Network) lembrei-me que tanto o Jerry quanto o Ligeirinho ou até mesmo o Super Mouse comiam queijo, logo, queijo! Mussarela serve? É queijo! Serve.
- O esganado: Era inicio da tarde quando armo a ratoeira. Pouco tempo depois volto e nada de queijo e a armadilha ainda armada. Armo novamente e mais queijo. Volto horas depois e nada de queijo e armadilha ainda intacta. Pego um pedaço maior de queijo, prendo melhor, armo a ratoeira bem no limite para desarmar. Uma hora depois, nada de queijo. Será que ele pensa que o Projeto Fome Zero é aqui? Não demora muito vêm um monte de ratos do MST querendo também seu pedaço de terra.
- Outra Isca: Se o fulano quer se dar bem vai ter que lamber o chão, coloquei queijo parmesão ralado! Já imaginou ele viciado fazendo uma ¿carreirinha¿ de queijo? Aí eu chamo a policia que já é demais! Armo e saio...tsc,tsc,tsc. Mal viro as costas a ratoeira desarma e ele? Cadê? Nada...
- Meu dedo: De volta a mussarela, prendo-a bem na pontinha da armadilha, bem rente ao ponto mínimo e claro, ela desarma e prende meu dedo que na hora fica roxo! Viro xingado para o portão e vejo uns bigodinhos se mexerem; olha, tenho certeza que ele ria de mim. Atiro a ratoeira, o queijo e vou pra cima dele com meu taco de jogar ¿taco¿ (olha só que criativo!). Consigo quebrar o taco e ele some!
- Quase: Ouço a infame desarmar, corro e lá está. Coitado, ele está lá de ladinho deitado, parecia sangrar, fiquei com dó, mas é a vida; a lei do mais forte ou do mais sábio. Vou buscar um saco de lixo e quando volto, onde foi parar o desgraçado? Sumiu, será que fingiu seu próprio óbito? Sumiu mais uma vez!
- Aqui jaz: Desta vez nem vou ver, ouço a armadilha desarmar e nem ligo. O Bud agora está uma fera, late muito; bom; sinal de que não tem perigo, então eu vou ver. É, finalmente, lá está o corpo estendido no chão. Os olhos ainda abertos perpetuam uma tênue inocência, seus pelos ouriçados; agora reconfortam aquele cadáver inerte...Nossa, até depois de morto ele me venceu; estou com saudades e remorso..... bom, se bem que não muito!
Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
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DISTÚRBIO BIPOLAR II
Não sei, hoje eu não sei mais o que sabia ontem. Talvez eu nuca soubesse, apenas achei que soubera. É; longo é o caminho da ignorância e eu não me curvo a percorrê-lo. Sou destemido e teimoso nesta jornada infame. Penso que acredito em demasia nas referências que foram disseminadas desde a infância, acabo sempre me perpetuando nas desconfianças e medos. Quando finalmente me curvo ante às evidências, logo alguém me traz os resquícios da sombra que me envolvia; das fobias e desesperos; sempre acham voluntariamente ou não o ponto crucial de desestabilização que reduz minhas forças a míseros fragmentos; tornam-me apático e fraco. É, estou quase desistindo de entender; não é resignação; é desistência mesmo.
Por: ANDRE MELCHIADES Sábado, Fevereiro 01, 2003
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Óia eu!!!
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