"Que mal o amor me tem feito! Duvidas?!
Pois, se duvidas, Vem cá, olha estas feridas, Que o amor abriu no meu
peito."
(Augusto dos Anjos) |
VÃO DIVÃ |
"Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm
frias."
(Tomaz Antônio Gonzaga) |
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OS RIOS (RE) NASCEM
Lembro que quando eu era criança ouvia meu pai contar histórias de suas epopéicas pescarias no Rio Tietê. Na verdade as pescarias aconteciam no Rio Jurubatuba, afluente do Rio Pinheiro, já perto de Interlagos. Quando eu o ouvia, isto já tem 20 anos, era difícil acreditar, pois o rio, ou os rios, já eram de uma podridão de dar dó. Naquela época havia amigos meus que iam perto da barragem da Represa Billings, ao pé do Rio Jurubatuba, para procurar 'coisas' que a correnteza trazia, outras vezes vinham eles do 'lixão', o aterro sanitário, trazendo caixas e mais caixas de chocolate que lá encontravam e então muitas vezes os flagrava após este passeio cheios de manchas pelo corpo, mal estar, dor de cabeça; vítimas daquilo tudo que eram expostos.
Neste domingo uma coisa me fez enxergar o rio que meu pai falava. Ainda que muito distante da visão que o pescador de outrora me explanava vi às margens do Rio Pinheiros muitos garotos correndo atrás de pipas e chutando bola próximo ao Jóquei Clube de São Paulo. Melhor, havia um sutil gramado e o rio não cheirava ruim e tampouco havia os urubus costumeiros. Claro que há um caminho enorme entre o límpido e o Tietê/Pinheiros/Jurubatuba; porém é a primeira vez em tantos anos que vislumbro esta distância diminuída e só por isto já valeu a pena. Primeiro passo....
Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Junho 08, 2004
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NO MEIO DA NOITE
Agora sei mais de mim, mas mesmo assim ainda não sei o todo. Sei o que sinto, como sinto, o que penso e como penso...é, mais ainda não sei falar para o mundo ouvir. Deixei de ser o que não pude talvez até por não saber dizer, haja sapos! Todos os que engoli. Mudo, cada dia, um pouco de mim e se mudo é para melhor, espero, contudo estou longe de ter os dons que precisara e quero. A tantos é importante conquistar suas posses e suas poses, a mim não me cabe tamanho desejo, não sei se certo, mas meus desejos não são palpáveis e tampouco visíveis. Acredito que nunca é tarde quando se quer algo e quando eu aprender a falar espero que o mundo ainda me ouça.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Junho 02, 2004
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Óia eu!!!
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