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BARRA (A)FUNDA
Por anos meu coração viajava quilômetros por semana, ia para bem longe e eu chorava a tristeza de não tê-lo por dias.
Era uma despedida com gostinho de retorno, minha paz estava na certeza de que meu coração dali algum tempo voltaria para mim...
Até que dias atrás meu coração jogou-me um beijo pela janela, a cena mais triste de toda minha vida, e nunca mais o vi, ali tive a certeza que nunca meu coração voltaria, qualquer coração me voltará mais, eu cansei!
Por: ANDRE MELCHIADES Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
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QUANDO SETEMBRO PASSOU
Eu que não entendia direito, agora sei menos ainda:
Por que as palavras são dissimuladoras da alma? Por que a inquietude se esconde no abraço apertado? Por que eu não sei responder nada que me abrandaria o desassossego?
Tenho comigo que sou de outro lugar, de outra vida que não a minha. Não me encaixo na eternidade passageira que permeia a vida dos mortais deste planeta, contradiz meus deleites! Sou de outra terra, outra Terra.
Quando setembro me levou algo que pouco eu tive de coração, não se fez de rogado; arrancou-me mais um pedaço e o deixou ali gotejando lágrimas de suspense, mas eu que não entendo desta Terra de insensatos, não quis crer e não creio, porém agora que setembro também morreu, penso que ele queria levar o pedaço que me arrancaste, mas o que sei é que eu tenho tudo novo de novo, ainda bem, só não sei se restou uma única coisa... e eu nem sei dizer (e isto eu não perdôo em mim, neste mundo de ninguém).
(Ah, não queira entender, você nunca entendeu mesmo, ainda mais o que nem eu entendo, meu(?) pseudo-onisciente deus pagão!)
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
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MINHA CONVERSA COM DEUS, VOLTOU
Onde Você o esconde? Quero amor, o amor verdadeiro e amor verdadeiro não tem fim, e, então, se não foi amor verdadeiro, não é o fim. Passei pelos meus sonhos e não vi se Deus cuidava deles, nos meus sonhos é onde há amor verdadeiro. Prestei atenção e vi que eles estavam cobertos de teias de aranha, já eram sonhos em desuso, todos hão de dizer, mas eram meus sonhos, são meus. E Deus, sempre atarefado, não paparicou meus delírios rompantes, teria que fazê-Lo? Ora, para que eu quero um Pai Celestial então? Quero-O para ceifar meu amor verdadeiro, trazê-lo a mim quando ele quiser fugir, eternizar juras de amor. Ai, as juras de amor, são demasiadamente piegas e tão importantes para quem ouve, para quem ouve, viu? Qual troglodita num momento qualquer de sua vida não rogou a sua amada todo seu amor, nem que fora escondido dos seus comparsas? Como eu, Deus, que Lhe imponho restrições na fé, mas quando venho de alma transparente aqui falar contigo, ora, fica claro que sou o seu troglodita, me ame também? Mas exijo Seu amor verdadeiro.
Por: ANDRE MELCHIADES Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
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MARÍLIA É DE DIRCEU
Tonto eu, Marília não é minha, é de Dirceu.
Sonhos venham me ver (novamente), não sou ele, triste sou eu,
Adeus Marília e Dirceu!
Era o (Fim do blog). Mas ele, o blog, nasceu de uma dor e nao morrerá por ela, a dor.
Deixo-o em aberto, deixo-o como retrato da minha alma e volto logo, sempre volto.
E quando voltar, já volto refeito, redoído certamente, mas a dor é um mar de águas finitas,
Tão vasto é este mar, mas as ondas que arrebentam não mais voltam e este mar, enfim, seca!
Por: ANDRE MELCHIADES Domingo, Fevereiro 13, 2005
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Óia eu!!!
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