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EU NÃO SEI
Perdi-me em você tantas e tantas vezes que já nem sei mais de mim, tampouco soubera quem era outrora, hoje até menos sei de mim; e se embora eu sei que pouco sei de tudo; o que resta desta sapiência é o que eu não sei... talvez nunca saberei.
Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Abril 26, 2005
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CURTA
Quando acordei notei que não fora eu que dormira os meus sonhos.
Por: ANDRE MELCHIADES Sexta-feira, Abril 22, 2005
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OUTRO OUTONO
Sopram as primeiras brisas gélidas de outono, caem em morte as folhas murchas, o chão vai traçando um mosaico ocre por onde os passos ficam cada vez mais reticentes; incertos mesmo, o céu se acinzenta escondendo-se o sol por trás de densas nuvens, o cantar já tímido dos pássaros se emudece um tanto dentro do ninho sobre a árvore despida...seria lindo se não fosse bucólica a vida em preto e branco.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Abril 20, 2005
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AINDA
Descobri que há vida após a morte. Afinal só assim explicaria como tenho tanto amor para dar; uma vida apenas não me bastaria. Eu pretenso até sei tanto, mas veja, meu amor é imperioso, até nos erros. Sublime são os erros, entender os desacertos de quem se afeiçoa é um prelúdio do amar perpétuo. Ah, para sempre não é enfadonho, não amanhecem os dias iguais; são belos e diferentes a todo alvorecer, até quando chove, e, se uma tempestade obscurece a manhã, o olhar brilhante dos amantes resplandece o dia...eu acho ainda; quando descobrir eu falo.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Abril 13, 2005
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E SE
E se me olho pra dentro, vejo um deserto, desertado talvez.
E se me olho por fora, dos olhos serenam e não me vejo, ainda.
E se sou fantasma diante do espelho, aonde fui parar?
E se tenho a esperança torpe é porque é verde, não amadureceu, não é azul...?
E se me aquieto não é porque estou me procurando, é porque não me acham.
E se faz dor a ausência, ainda mais forte é de mim que sinto saudades.
E se errei acertando, nunca acertarei errando, morrerei tentando.
Por: ANDRE MELCHIADES Sábado, Abril 09, 2005
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UM OLHAR
Onde meus olhos alcançam nao vêem os seus e algumas vezes num lampejo de submissão ao amor os fecho e ousadamente os seus rebrilham nos meus. Seu olhar, ser um olhar; que desejo perpétuo no olhar, tênue adoração dos meus devaneios de olhos tristonhos.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Abril 06, 2005
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MARIANA
Quando meu coração nasceu eu te vi, Mariana. Na cidade onde eu morava não te via, mas eu sabia que estavas em mim, Mariana. Depois de grande, ah, eu conheci Mariana e já eras uma jovem senhora, mas cativante, meiga e acalentadora. Um dia, (lembra-te?), fui a ti, já que estivestes sempre em mim, e tu, doce, me saudaste com Chico Buarque no coreto, me trouxeste as primeiras lágrimas de inverno. Percebi que as dores do amor de Tomás em Vila Rica achariam paz no teu regaço, e, assim eu fiz quando deixei as saudades da minha Marília e vim ter-me em pranto no teu colo, tantos eram os colos que me destes, Mariana. Saí de ti para nunca te abandonar, Mariana, e saibas, minha musa, única que sei eterna, que em breve voltarei a olhar-te nos olhos e buscarei tua sobriedade e inteligência muda para dizer que eu te amo porque sei que me amarás para sempre também.
Por: ANDRE MELCHIADES Sexta-feira, Abril 01, 2005
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Óia eu!!!
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