"Vão Divã"

"Que mal o amor me tem feito! Duvidas?! Pois, se duvidas, Vem cá, olha estas feridas, Que o amor abriu no meu peito."
(Augusto dos Anjos)
VÃO DI "Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias."
(Tomaz Antônio Gonzaga)

SOLUM AMOR PRAE OCULIS

Dos meus medos o maior é o que ainda me presenteia sorrisos sinceros, devaneios incertos, e, sinto que ironicamente minhas expectativas concernem nele. Sim, sou um poço de dualidades, possuo os dois versos: um que tanto é desesperança, outro que tanto pede amor. Ah, e tenho diversos mais, outros mundos de extremos. E saiba ainda, tenho fé, mesmo que pareça tardia nos desalentos, fica ali inerte a me espreitar e a dizer que ela habita o amor...triste eu, que vejo somente o amor diante dos olhos, outros olhos que não os meus.
Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Agosto 31, 2005 Comentários:


CURTAS V

Quando eu tinha um coração, ah como eu era bom. Talvez (pouco) inocente, mas eu era bom e me diziam também. Poucos foram os amores e tantos deles me arrebataram a alma que agora aqui jazendo por eterno desamor que carrego, vejo que já não sou mais o que nunca fui.

Por: ANDRE MELCHIADES Quarta-feira, Agosto 10, 2005 Comentários:


FOZ

E um anjo me disse, pouco importa se nele acreditara antes, mas ele disse. E se disse, óh céus, creio enfim sim, não me furto aos apelos divinos. Ele, o anjo, disse ver-me em dias ainda esplendorosos; viu-se em mim e me fiz anjo seu também. Ainda que nao alcance os céus, já respirei seus ares e comigo vou me achando, sozinho, mas com meu anjo.

Por: ANDRE MELCHIADES Domingo, Agosto 07, 2005 Comentários:



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Óia eu!!!