"Vão Divã"

"Que mal o amor me tem feito! Duvidas?! Pois, se duvidas, Vem cá, olha estas feridas, Que o amor abriu no meu peito."
(Augusto dos Anjos)
VÃO DI "Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias."
(Tomaz Antônio Gonzaga)

À QUEM VAI CHEGAR

Entra! Que eu não vou sair, mais.
Mas não demore porque a porta se fecha.
Fecha como meu coração ficou.
Ficou trancado dentro do peito.
Peito este que ardia ao ouvir seu nome.
Nome seu, soava como doce melodia.
Melodia assim é que me trazia você.
Você era apenas uma lembrança.
Lembrança boa sempre me vinha.
Vinha com você nos sonhos, desejos.
Desejos eram tantos e puros.
Puros, parece ironia, e era.
Era a ironia de não estarmos juntos.
Juntos, lembra-se, éramos felizes.
Felizes os dias em que só ríamos.
Ríamos até das tristezas também.
Também não precisávamos de muito.
Muito pouco nos deixava assim
Assim com cara de adolescentes apaixonados.
Apaixonados pela inocência maliciosa.
Maliciosa você ria mordendo os lábios.
Lábios mais lindos que eu já beijei,
Beijei muito e parece ter sido tão pouco.
Pouco tempo mesmo que fossem mil anos,
Anos de eterno amor! Abri meu coração e disse: entra!
Entra! Que eu não vou sair, mais.

Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Dezembro 19, 2006 Comentários:


BEIRA RIO

Todo dia ela me faz sorrir. Não há pretensão em seu olhar, mas ela maliciosamente me faz feliz. Sexta-feira caminhava desatento com meus pensamentos perdidos, até meio confusos, tristes talvez, quando olho para cima e a vejo me vigiar de um modo doce. Lógico que sorria e fez com que eu abrisse um enorme também. Perdi o passo admirando seus cabelos castanhos e aquele brilho nos lábios, juro, nunca tinha visto. Até o lenço em volta da cintura, que honestamente achei desnecessário, estava lindo contornando aquela cintura perfeita aos meus modestos gostos. Desta vez parecia que seus cabelos balançaram, mas aí já era piração demais. Hoje eu voltava para casa, atravessei a passarela indo ao estacionamento. Garoava, era tarde e frio também já estava quando desta vez seu sorriso de Monalisa sentia piedade de mim. Notei que ela desejara me abraçar, livrar-me do frio e solidão que me assolavam àquela hora da noite. Senti-me assim: acariciado, aquecido. Ela é minha cúmplice, fiel e de poucas palavras, na verdade, palavra alguma. Certeza tenho que nunca me magoará, mesmo quando partir, pois é da natureza dela ir-se com o tempo, contudo dela só me ficará boas lembranças, pois jamais escondeu seus sentimentos por mim, quaisquer que fossem. Amanhã vou lhe jogar mais um olhar de amor, daqueles de filme de cinema, não posso deixar passar um segundo sem que ela saiba o quanto é importante pra mim, não posso deixar de venerá-la por todo mínimo instante que eu tiver ao seu lado, não posso, não devo e não vou, afinal não sei até quando o majestoso outdoor ficará enfeitando meu caminho.

Por: ANDRE MELCHIADES Segunda-feira, Dezembro 04, 2006 Comentários:



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Óia eu!!!