"Vão Divã"

"Que mal o amor me tem feito! Duvidas?! Pois, se duvidas, Vem cá, olha estas feridas, Que o amor abriu no meu peito."
(Augusto dos Anjos)
VÃO DI "Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias."
(Tomaz Antônio Gonzaga)

EIS QUE ME VOU

Eis que me vou. Cansa-me pensar. Relembrar então, deveras! A benção da desesperança é nos tornar fortes; menos cruéis com o imutável desejo de ansiarmos mais, onde pouco já seria mais, bem mais. Minha mente é uma vitrine insana de pensamentos confusos por gente confusa, com gente confusa e de um mundo confuso.
Tornei-me escravo dos sonhos infantis e de outros um tanto noturnos. Sinto-os de cada forma, sofro por cada forma inatingível e contemplo quando lá concebo minha vida.
Um pouco de mim morreu, talvez um cometa passou e tenha levado, mas agora sou outro, mas sou igual; que azar o meu....Assim perdidamente sozinho dentro da minha mente, me deixe, pois eis que me vou.

Por: ANDRE MELCHIADES Sexta-feira, Março 30, 2007 Comentários:


QUERIA EXCLUIR O BLOG, MAS...

Acho que não consigo fazer com que as pessoas me entendam ou que ao menos gostem do que tento dizer. Até numa despedida ou mesmo num pedido de clemência parece que não sei fazer certo. Hoje estou mais confuso do que triste, estou desacreditando mais nas pessoas do que em mim, já não era sem tempo.
Tenho saudades diversas, medos também; certamente quando eu morrer as pessoas me entenderão melhor, é sempre assim: a gente morre, ficam as coisas boas e subitamente passam a nos compreender...não posso dizer que vejo a hora disto, mas, é assim mesmo.
Não consigo cancelar este blog. Tento e não consigo. Antes tinha ambição de usar para falar com o mundo, até que deu certo. Depois quis ser especial para o mundo, hummm, quase deu certo um tiquinho. Hoje não sei mais o que desejo, nem quem me lê (mas sei que lêem) me entende e nem sei qual motivo me leva a escrever. Talvez neste instante esteja voltando às origens: desabafando!
Vou parar agora, pela primeira vez estou me sentindo sozinho demais enquanto escrevo, já não me parece fazer companhia as palavras ou talvez elas não me respondam mais. Por ora irei parar....espero não sumir...mas honestamente...não sei de nada...não tenho mais verdades absolutas, nem mentiras certeiras. Passo a vez....e até outra vez...

Por: ANDRE MELCHIADES Terça-feira, Março 20, 2007 Comentários:


O MONTE

Eu sei. Sempre disse que era real a eternidade das minhas palavras. Mesmo ainda me metamorfosiando todo dia, meus desejos perpétuos serão perpétuos, senão não seriam palavras minhas. Não haverá um dia em que desacredite de cada jura, juro! Que meu tempo um dia seja o tempo comum de tudo ocorrer, correndo, pois sou de apelos fortes e imediatistas. Foi-se o meu ímpeto, ficou de mim apenas a essência e a certeza que erro onde poucos erram e acerto onde muitos erram. Um dia eu volto, refeito não digo, mas volto maduro, mais seguro. E se Deus realmente for misericordioso aceitará meus olhos em clemência e um certo receio do que vem.

Por: ANDRE MELCHIADES Quinta-feira, Março 01, 2007 Comentários:



Adicione aos seus favoritos!



Óia eu!!!